Bolseiras angolanas prostituem-se devido a atrasos de subsídios

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Os estudantes afectos ao Instituto Nacional de Gestão de Bolsa de Estudo denunciam que por causa do não pagamento dos subsídios, em atraso há mais de oito meses, muitas alunas estão a prostituir-se para conseguirem sobreviver às dificuldades que enfrentam diariamente em países como a Rússia, o Brasil, a Ucrânia, França ou Alemanha.

A informação foi passada pelo Rede Angola, que teve acesso a uma carta dos estudantes, onde esses relatam os momentos difíceis que estão a passar nos países onde estão a formar-se.

O site informa que  alguns dos bolseiros do INAGBE chegam a procurar “comida nos contentores de lixo”, e dizem que os sonhos dos jovens que querem contribuir para o desenvolvimento de Angola estão a ser “atropelados”.

“Algumas das nossas irmãs, futuras doutoras e engenheiras, estão a vender os seus corpos para sobreviverem, tudo porque fomos completamente abandonados pelo nosso governo que não quer saber dos seus futuros quadros e não toma nenhuma providência para melhorar a nossa situação.

O INAGBE não paga subsídio de bolsa há mais de oito meses e os nossos pais não conseguem enviar-nos dinheiro porque está tudo bloqueado, os bancos fecharam os sistemas de envio. Esqueceram-se dos filhos de Angola”, cita o Rede Angola.

Entretanto, o mesmo órgão informa que o director do Instituto Nacional de Gestão de Bolsa de Estudo, Moisés Kafala, garantiu ontem aos encarregados de educação dos estudantes bolseiros no exterior do país, que os pagamentos serão feitos nos próximos dias.

Em comunicado tornado público por meio do Jornal de Angola, o Instituto Nacional de Gestão de Bolsa de Estudo diz que não há registo do regresso de bolseiros sob o seu cuidado por incumprimento das obrigações financeiras.

O INAGBE adianta, na nota, tratar-se de informações infundadas e que exploram de modo doloso as dificuldades que decorrem ao actual contexto económico e financeiro. “Anualmente se regista o regresso de estudantes bolseiros por questões de saúde, fraco aproveitamento académico,  indisciplina e desistência, que são tratados à luz do Regulamento de Bolsas de Estudo Externas (Decreto Presidencial 165/14, de 19 de Junho)”, lê-se no Comunicado.

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