Obama aceita o erro do Ocidente na Líbia





O Presidente norte-americano, Barack Obama, reconheceu ontem que o fluxo de combatentes do Estado Islâmico, em direcção à Líbia, está a crescer.

Barack Obama referiu que o seu maior fracasso, enquanto Chefe de Estado, foi não ter previsto a deterioração da situação na Líbia após a intervenção militar em 2011.
“Nós devemos ajudar o país para lutar contra essa situação”, disse o Presidente norte-americano que sublinhou, após uma visita na quarta-feira à sede da Agência Central de Inteligência (CIA), a necessidade de se reforçar a cooperação de segurança com os aliados para se perseguir organizações terroristas.

A seu ver, a luta contra o Estado Islâmico constitui um combate de grande envergadura. Citado ontem por vários jornais líbios, Obama sublinhou que aviões da coligação internacional lançaram mil 150 raides contra o grupo extremista na Síria e no Iraque, bastião da organização.

O Presidente Obama reuniu-se com os principais conselheiros de segurança nacional, que o informaram sobre os últimos desenvolvimentos da campanha norte-americana no Iraque e na Síria.

Esta reunião realiza-se uma semana antes da partida de Barack Obama para a Arábia Saudita com vista a participar numa cimeira com os líderes árabes do Golfo sobre a ameaça levada do Estado Islâmico. Os países da região estão preocupados com a migração do EI para áreas limítrofes, e não só, com intuito de montar bases operacionais que levem à desistabilização dos esquemas de segurança e peimitam a sua supremacia.

A Liga Árabe contra o Terrorismo traçou um plano de acção que envolve todos os Estados-membros, mas a entrada em qualquer um dos países depende do plano detalhado de operações apresentado pelo Estado que solicita a intervenção.

Neste momento, a Liga Árabe está a recolher informações sobre as áreas mais intensas e como os grupos estão organizados, em termos de financiamento e logística, para compartilhar os dados e permitir aos Estados-membros forjarem um esquema defesa.

A reunião de Riade, segundo analistas, pode trazer alguma novidade, em termos de actuação conjunta entre a Liga Árabe e Coligação Internacional no combate ao terrorismo e controlo do Estado Islâmico.

Reino Unido

A Grã-Bretanha prometeu um milhão de dólares americanos para apoiar um fundo destinado à estabilidade na Líbia, anunciou na terça-feira o embaixador britânico na Líbia, Peter Millet. O anúncio foi feito por escrito na sua conta no Tweet, à margem duma reunião dos altos responsáveis determinados a ajudar o Governo de União Nacional líbio, realizada na Tunísia.

O diplomata britânico indicou, no Tweet, que a representação diplomática do seu país no escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Líbia criou um Fundo de Estabilização para ajudar o Governo de Reconciliação Nacional.

A reunião internacional para apoiar a Líbia iniciou na terça-feira em Túnis para discutir sobre prioridades imediatas do Governo de Reconciliação Nacional e nela a comunidade internacional foi largamente representada, o que confirma o apoio ao futuro governo líbio e ao seu povo, segundo a Missão das Nações Unidas na Líbia (MANUL).

O encontro teve a presença do vice-presidente do Conselho Presidencial líbio, Moussa Koni, do coordenador humanitário na Líbia, Ali Zaataria, e do ministro líbio do Planeamento no seio do Governo de União Nacional, Taher al-Jhimim. Também estiveram presentes no evento o ministro tunisino dos Negócios Estrangeiros, Khamos Jhinaoui, um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânicos para o Médio Oriente e África, Christian Turnez.

Os participantes discutiram sobre o apoio internacional ao Governo de União Nacional na Líbia e uma lista de prioridades.

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